A dieta está relacionada à psoríase, que afeta a pele e as articulações

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Um estudo nos Estados Unidos mostrou que uma dieta rica em açúcar e gordura pode desequilibrar a microbiota e afetar doenças e outros casos de inflamação da pele, como acne e dermatite atópica e articulações. Aprenda e veja 8 dicas para promover a flora intestinal

Um estudo publicado no Journal of Dermatology mostrou que, quando a microbiota intestinal está desequilibrada, os padrões alimentares ocidentais podem desencadear distúrbios ecológicos e levar a mudanças que favorecem os casos de psoríase – quer afetem a pele ou as articulações, a chamada artrite psoríase, que prejudica muito o desempenho esportivo. Este trabalho envolve pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, Escócia e China. A princípio, eles observaram que essa dieta, rica em açúcar e gordura, pode causar um desequilíbrio de bactérias na flora intestinal, tornando a pele mais suscetível à psoríase. No entanto, experimentos em ratos mostraram que a exposição a esses alimentos por dez semanas ainda aumenta o risco de doenças e também afeta as articulações. Com base nos resultados da pesquisa, os cientistas recomendam uma dieta balanceada para combater a psoríase e a artrite psoriática.

Segundo os consultores, é certo que a alimentação afeta a microbiota, e uma alimentação balanceada ajuda a prevenir outras inflamações da pele, como acne e dermatite atópica, além de outras inflamações nas articulações e psoríase.

Marcio Mancini, endocrinologista da Sbem-SP em São Paulo, Brasil, comentou que a compreensão da microbiota e seus efeitos na saúde tem sido objeto de muitos estudos nos últimos anos. Segundo os médicos, vários estudos estabeleceram a relação entre a presença de bactérias no intestino e o desenvolvimento de doenças, como depressão e até ganho de peso. Embora muitas associações entre tipos de colonização da flora intestinal e doenças já sejam conhecidas, os endocrinologistas observaram que este estudo traz novidades, mostrando que doenças inflamatórias, como a psoríase, estão relacionadas à dieta utilizada.

– A maioria das coisas que acontecem em nosso corpo são reguladas por bactérias intestinais, como mostra o artigo, a inflamação também. O que comemos acabará por escolher o tipo de bactéria que temos. Alguns tipos geralmente estão relacionados a doenças. O estudo mostrou o efeito das bactérias intestinais em camundongos. Quando fazemos essa dieta, é possível mudar o tipo de bactéria [equilíbrio] e a doença melhora-pensa Mancini, acrescentando que as pesquisas também mostram uma ligação entre psoríase e obesidade: -O povo obeso tem inflamação, pode haver psoríase também, que muda com dieta e exercício. A perda de 5% a 10% do peso corporal pode melhorar muito a inflamação relacionada à obesidade e muitas doenças.

Para Natalia Barros, nutricionista mestre em ciências da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o estudo revelou uma importante revelação baseada em evidências de que a pele e as articulações respondem às alterações da barreira intestinal e à disbiose. Portanto, como enfatizou Barros, o estudo esclarece que o equilíbrio da microbiota é particularmente importante para a saúde de indivíduos com inflamação cutânea e articular (como a psoríase).

– A alimentação adequada desempenha um papel vital nesse equilíbrio, pois pode ser utilizada como um método potencial para regular a permeabilidade e a inflamação intestinal e para controlar as manifestações dessas doenças – acrescentou Barros.

Especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dra. Carolina Milanez concorda que o estudo fornece mais evidências para o impacto direto dos alimentos no equilíbrio do ecossistema intestinal. No entanto, o dermatologista com pós-graduação em cosmética pela Unifesp acredita que este trabalho é inovador por mostrar o efeito de uma dieta rica em açúcar e pelo menos moderada de gordura na pele e na inflamação das articulações, que é a psoríase. Portanto, é uma alternativa para o tratamento desses casos.

Fontes:

 

Carolina Milanez é dermatologista com formação médica pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná, residência de Clínica Médica pelo Hospital Geral de Carapicuíba e título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), é médica dermatologista pelo Hospital Heliópolis, pós-graduada em Cosmiatria pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e preceptora de Dermatologia do Hospital Heliópolis.
Marcio Mancini é endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (Sbem-SP) e médico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Doutor em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP, atuando principalmente nos seguintes temas: obesidade, síndrome metabólica e diabetes.
Natalia Barros é nutricionista especialista em saúde feminina, mestre em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e com aprimoramento em nutrição humana e metabolismo pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

 

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